Um dos setores da economia mais impactados pela pandemia de COVID-19 finalmente começou a reagir: depois de dois anos com perdas, o mercado de turismo para viagens corporativas e de imersão tem apresentado sinais de recuperação em 2022.  Segundo a Associação Brasileira de Agência de Viagens Corporativas (Abracorp), o setor teve um faturamento de R$ 987 milhões no último mês de julho, valor 1,8% maior do que julho de 2019, período em que registrou R$ 969 milhões. Esta é a primeira vez que o setor registra um resultado superior ao período de pré-pandemia, um acontecimento que, segundo especialistas, demonstra a recuperação do setor.

De acordo com a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), entre os meses de março de 2020 e abril de 2022, o setor de turismo teve perdas de R$ 254,5 bilhões em relação ao nível pré-pandemia. Se for analisada a perda em relação ao potencial de geração de receitas, os números são ainda maiores: o prejuízo calculado é de R$ 517,7 bilhões. 

Embora os efeitos da pandemia no turismo ainda sejam perceptíveis no mercado e o vírus ainda não esteja sob absoluto controle, afastando muitas pessoas da possibilidade de viajar, já é possível enxergar um cenário de melhora bem consolidado. Dados do último boletim do Ministério do Turismo, documento dedicado a apresentar informações estatísticas do setor no Brasil, mostram que houve um aumento de 74% nos voos regulares e não regulares domésticos nos aeroportos nacionais, em relação ao mesmo período do ano passado. Mas é nas viagens para o exterior que os números chamam a atenção: segundo o boletim do Ministério, os embarques internacionais nos aeroportos brasileiros apresentaram aumento de 485,4% em maio de 2022, em relação a maio de 2021. Se a comparação for feita em relação a maio de 2020, auge das medidas de isolamento sociais, o aumento foi de 24 vezes. 

Segundo José Motta, diretor educacional da Silicon Valley Brasil, empresa especializada em imersões educacionais/corporativas em centros de inovação dos Estados Unidos, Ásia e Europa, depois da dificuldade enfrentada durante o período do isolamento e fechamento de fronteiras internacionais, a empresa já superou a procura por vagas em excursões dos tempos de pré-pandemia. Devido ao cenário animador para a empresa, ocorreu a inclusão de novos destinos. “O crescimento da procura pelas imersões do nosso portfólio teve um acréscimo um pouco maior que 50%. As pessoas estão se mostrando ansiosas para sair do país e desfrutar de novas experiências pessoais, educacionais e profissionais. Diante deste cenário e da procura que só cresce, abrimos novos destinos de imersão para Finlândia, Estônia, Portugal e Miami, juntando-se às excursões que já tínhamos para a China, Israel e Vale do Silício. A procura tem sido grande em todas as viagens que estamos organizando”, afirma Motta.

A recuperação e o crescimento acima de uma média histórica de alguns setores de viagens e turismo explicitam uma tendência apontada por psicólogos que estudaram os efeitos do isolamento social ocasionado pela pandemia: depois de sofrerem com as privações sociais e econômicas da crise global, há um interesse crescente de uma parcela significativa das pessoas de tirar do papel planos de viagens que anteriormente eram deixados sempre “para depois”. O diretor da Silicon Valley Brasil atesta essa perspectiva. “Temos observado que muitos clientes que estão nos procurando chegam até nós motivados a tirarem do papel planos de viagens que vinham sendo adiados há muito tempo. Conforme as pessoas voltam a se sentir seguras depois do período pandêmico, é muito perceptível essa tendência da busca por experiências internacionais tanto de lazer, quanto de aprendizado e imersão” conclui Motta.

Para mais informações das imersões promovidas pela Sillicon Valley Brasil, basta acessar: https://www.siliconvalley.com.br 

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