São Paulo, SP 14/12/2021 –

Aumento da utilização dessas ferramentas de vídeo também chamou atenção de hackers que começaram a roubar dados e até dinheiro das vítimas.

Desde 2020, muitas empresas migraram para o home office e passaram a utilizar ferramentas online para integração virtual das equipes tanto no âmbito comercial, quando no educacional. Neste cenário, as videoconferências ganharam mais espaço. Um estudo feito pelo dfndr lab, da empresa de segurança digital PSafe, identificou uma série de golpes que usam aplicativos falsos de chamadas por vídeo. De janeiro de 2020 para cá, mais de 44 mil pessoas foram vítimas desses ataques, de acordo com os pesquisadores.

Diante do aumento de aplicações virtuais que exigem a configuração de senhas próprias, crimes relacionados à violação dessas senhas e acessos também crescem. Os métodos de autenticação, atrelados a ferramentas online populares que proporcionam esse serviço, podem ser suscetíveis a violação de dados, hackers e ataques de “phishing”, um termo em inglês designado para falar de ameaças virtuais nas quais pessoas mal intencionadas aproveitam oportunidades para tirar proveito de outras pessoas na internet.

Segundo o Co-CEO da empresa Vsoft, Pedro Alves, o sistema de biometria pode oferecer mais segurança às videoconferências. “A biometria utiliza características físicas únicas das pessoas para validar a identidade no processo da autenticação. Além de resolver o problema da segurança de dados corporativos, a adoção da segurança biométrica também acompanha a tendência de passwordless, que é pautada no menor uso de senhas, já que, no futuro, os processos de autenticação nas diferentes plataformas tendem a ser direcionados apenas a partir da biometria”, diz o executivo.

Não só em relação a videochamadas, mas a segurança da biometria está sendo usada em vários âmbitos. Uma pesquisa da Mastercard divulgada em maio deste ano, intitulada “Mastercard New Payments Index”, mostrou resultados referentes a pagamentos digitais. Segundo o levantamento, houve aumento no interesse dos consumidores sobre esse tipo de ferramenta em relação a pagamentos. A pesquisa diz que 53% dos entrevistados afirmam que é um método mais seguro e 60% se mostraram empolgados com o uso da tecnologia para pagamentos.

Alves ainda explica o custo-benefício de investir em segurança biométrica. “A segurança biométrica está associada a um ótimo custo-benefício, já que o valor de uma transação de autenticação por biometria fica na casa dos centavos e representa o investimento em ações de proteção que podem evitar vazamento de dados. Isso já é uma realidade. Produtos como smartphones e notebooks já chegam ao mercado com o autenticador biométrico para colher a biometria digital dos dedos e fazer a leitura da face do usuário”, finaliza.

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