São Paulo 25/8/2020 – Os macronutrientes primários incluem o nitrogênio (N), o fósforo (P) e o potássio (K).

Essas substâncias devem estar disponíveis no solo, em quantidades adequadas, para que as raízes dos vegetais consigam absorvê-las e, assim, garantam a produtividade agrícola.

Além da luz solar e da água, as plantas necessitam de vários nutrientes para assegurar o seu desenvolvimento e eles são divididos em dois grupos: macronutrientes e micronutrientes.

Essas substâncias devem estar disponíveis no solo, em quantidades adequadas, para que as raízes dos vegetais consigam absorvê-las e, assim, garantam a produtividade agrícola.
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Macronutrientes
Esse grupo é composto por elementos que a planta necessita em elevada quantidade. Eles são divididos em dois subconjuntos:

Macronutrientes primários
Os macronutrientes primários incluem o nitrogênio (N), o fósforo (P) e o potássio (K). Abaixo, as principais funções de cada um desses minerais:

Nitrogênio: substância essencial para a formação das proteínas, moléculas que fazem parte dos tecidos vegetais. O nitrogênio também é importante para a composição de clorofila, alcaloides, hormônios, enzimas e vitaminas.

Fósforo: responsável por garantir o desenvolvimento radicular das plantas e promover a formação de flores e frutos. Ele ainda age na respiração e na produção de energia para o vegetal.

Potássio: auxilia na conservação dos níveis de água da planta, aumentando a sua resistência contra os períodos de seca. Participa, inclusive, do transporte dos nutrientes dentro do vegetal.

Macronutrientes secundários
Cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S) são os macronutrientes que compõem esse conjunto. Suas funções no desenvolvimento dos vegetais são:

Cálcio: atua no transporte de nutrientes e na síntese de enzimas. É responsável por proteger a planta de elevadas concentrações de sal na água e, também, de componentes tóxicos que podem ser absorvidos pelo vegetal. Essa substância é fundamental, inclusive, para a manutenção da estrutura e do funcionamento das membranas.

Magnésio: é essencial para a formação da clorofila e, portanto, é muito importante para a fotossíntese.

Enxofre: esse elemento é indispensável para a composição dos cloroplastos, estruturas onde ocorrem as reações de fotossíntese. O enxofre, associado ao nitrogênio, também participa da composição das proteínas.

Micronutrientes
Os micronutrientes são os minerais que as plantas absorvem em menor quantidade. Esse grupo é composto pelo ferro (Fe), boro (B), cloro (Cl), cobre (Cu), zinco (Zn), manganês (Mn) e molibdênio (Mo).

A seguir, as principais funções de cada um deles:

Ferro: está associado à fotossíntese e às funções enzimáticas.

Boro: auxilia no transporte de glicose, divisão celular e na produção de enzimas.

Cloro: atua no controle dos meios hipotônicos e hipertônicos, além de participar da fotossíntese.

Cobre: é fundamental para o processo de fotossíntese e formação de sementes e parede celular.

Zinco: participa da síntese de várias enzimas e da transmissão de material genético.

Manganês: substância imprescindível para a produção dos cloroplastos.

Molibdênio: participa da elaboração de aminoácidos e do transporte e fixação do nitrogênio.

Apesar de esses elementos serem absorvidos em menores quantidades, a deficiência de qualquer um deles pode prejudicar o crescimento e desenvolvimento dos cultivos.

Técnicas de fertilização do solo
Para garantir que todos os minerais estejam disponíveis nas concentrações adequadas para os vegetais, é necessário utilizar fertilizantes organominerais. Eles são responsáveis por aumentar a disponibilidade de nutrientes e ativar a vida microbiológica no solo.

Outro recurso que pode ser empregado para proporcionar as quantidades apropriadas de nutrientes no solo é a irrigação por gotejamento. Ela pode ser realizada em conjunto com a fertilização e, ainda, evita a lixiviação dos minerais.

É importante destacar que carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O) também são elementos fundamentais para as plantações, porém, são fornecidos pelo ar e pela água e, por isso, não são considerados em estudos de fertilidade do solo.

Qual importância da fertilidade do solo?
Fertilidade é a capacidade do solo de ceder nutrientes para as plantas. A fertilidade do solo pode ser dividida em quatro tipos:

a) Fertilidade Natural: é a fertilidade decorrente do processo de formação do solo: material de origem + ambiente + organismos + tempo. Fertilidade de um solo nunca trabalhado.
b) Fertilidade Atual: é a fertilidade do solo após a ação antrópica (do homem). Fertilidade após práticas de manejo que visam fornecer nutrientes para as culturas por meio de correção e adubação mineral ou orgânica.
c) Fertilidade Potencial: é a que pode se manifestar a partir de determinadas condições. Nesse caso, alguma característica do solo pode estar limitando a real capacidade do solo em ceder nutrientes para as plantas. Ex.: Solos ácidos.
d) Fertilidade Operacional: é a fertilidade estimada a partir da determinação dos teores de nutrientes no solo por determinados extratores químicos. Nem sempre a fertilidade operacional é exatamente a fertilidade natural ou a atual do solo. Elas se correlacionam, mas podem não ser exatamente iguais.

Para que as plantas se desenvolvam normalmente, alguns fatores são indispensáveis: temperatura, luz, ar, água, nutrientes, etc. Os nutrientes são elementos químicos essenciais ao desenvolvimento das plantas. Carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O) são elementos essenciais para as plantas, constituindo 90 a 96 % dos tecidos vegetais. Entretanto, não são considerados no estudo da fertilidade do solo, pois são, prioritariamente, fornecidos pelo ar e pela água.

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