Brasil 17/7/2020 – Em torno de 6 meses utilizando produtos de qualidade e boa funcionalidade, o retorno dessa mudança do plástico para um produto reutilizável já aparece.

Promovendo um estilo de vida saudável para o meio ambiente, muitas empresas estão aderindo às novas tendências de consumo.

Muitas empresas vêm adotando o uso de produtos reutilizáveis como uma forma de colaborar com o meio ambiente. Dessa forma, esses negócios promovem um estilo de vida que é saudável para o meio ambiente entre os seus colaboradores, ao mesmo tempo em que contribuem com um planeta mais sustentável.

O empresário Rafael Kissel explica que existem inúmeros motivos para adotar os produtos reutilizáveis. Dentre essas razões, Kissel destaca os impactos desse uso na economia da empresa: “Em torno de 6 meses utilizando produtos de qualidade e boa funcionalidade, o retorno dessa mudança do plástico para um produto reutilizável já aparece.”

O cofundador da marca de produtos sustentáveis Silicup complementa: “no dia a dia, a economia acaba sendo mais na proteção do meio ambiente.” Segundo ele, o fato de investir em copos reutilizáveis pode reduzir a quantidade de descartáveis que a empresa produz e que acabam poluindo a natureza.

Essa noção motivou a adoção dessa iniciativa por inúmeras empresas. A gigante dos artigos esportivos, Olympikus, por exemplo, já incluiu os reutilizáveis em alguns dos eventos que organizou.

Na série de circuitos de corrida, Bota Pra Correr, a marca fez questão de incluir produtos que facilitam o múltiplo uso nos kits entregues para os participantes do evento que ocorreu entre os meses de julho e novembro de 2019. Segundo a própria companhia, a ideia surge porque o projeto “é amigo do planeta e não utiliza copos de plástico descartável nos pontos de hidratação.”

A franquia de artigos esportivos Decathlon é outra das empresas que aderiram aos reutilizáveis. Desde o mês de maio de 2019, a empresa implementa o que chama de “copo padrão Decathlon” em algumas de suas filiais. Ao todo, são 1690 funcionários espalhados em 14 unidades da rede que já começaram a trabalhar com os copos retráteis da Silicup.

Essa tendência também é visível em muitas organizações alinhadas com o meio ambiental. No primeiro mês de 2020, o Projeto TAMAR, que atua na preservação das tartarugas marinhas, passou a vender, como souvenir, copos, garrafas e canudos reutilizáveis para chamar atenção ao problema que o uso de descartáveis traz a esses animais marinhos.

O Laboratório de Responsabilidade Social do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LARES/UFRJ) é outro exemplo de instituição que percebeu a importância da reutilização. Realizador de pesquisas nas áreas de Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável, o LARES passou a entregar um copo de silicone para cada um dos estudantes que se matricularem em algum dos cursos do laboratório.

Essas iniciativas não acontecem por acaso. Na verdade, elas seguem as demandas de consumo das gerações mais recentes (os millennials e a gen Z).

Segundo a pesquisa “The Deloitte Global Millennial Survey 2019”, da empresa de serviços Deloitte, as pessoas dessas gerações têm a mudança climática, a proteção do meio ambiente e os desastres naturais como principais preocupações. Ainda, de acordo com a pesquisa, 27% dos entrevistados acredita que as empresas deveriam buscar proteger o meio ambiente.

Isso significa que, motivadas por uma compreensão dos impactos que o consumo humano tem sobre o planeta, essas pessoas entendem a importância de uma empresa que e valorize a preservação da natureza. E elas irão pesquisar se os negócios dos quais pretendem comprar têm essa preocupação.

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo. – Foto: H. Hach/Pixabay
O problema dos descartáveis
Em extremo oposto aos produtos reutilizáveis, os descartáveis trazem inúmeros malefícios para a saúde humana e o meio ambiente. Produzidos em larga escala, esses artigos são utilizados sem muitos cuidados com o impacto ambiental que pode surgir do uso irresponsável.

E a maior parte deles têm uma característica em comum: o plástico como matéria-prima. Criado em 1907, o polímero ganhou popularidade na indústria e no comércio, passando a fazer parte de muitos dos produtos que utilizamos em nosso dia a dia.

Isso acaba criando um problema – o excesso de lixo, que é constituído em grande parte do material. Segundo o relatório “Solucionar a Poluição Plástica: Transparência e Responsabilização” do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), mais de 75% de todo o plástico já produzido virou lixo.

O Brasil produz mais de 11 milhões de toneladas de lixo plástico por ano – dos quais, apenas 1,2% (em torno de 145 mil toneladas) é reciclado. Parte desses produtos ainda para nos oceanos, integrando os 80% de lixo desse material que ameaçam a vida marinha e toda a biodiversidade.

Website: http://silicup.com.br/

Deixe o seu comentário