Brasília 18/5/2020 –

Com a pandemia do coronavírus e isolamento casos de ansiedade faz aumentar a procura por telemedicina. A reportagem trouxe o médico psiquiatra Dr. Luan Diego Marques para explicar mais sobre a prática.

Dr. Luan Diego Marques, médico psiquiatra em Brasília normalmente abraça seus pacientes no final de cada consulta. Devido à pandemia de coronavírus , porém, tudo mudou.

O médico psiquiatra e professor vê todos os seus pacientes agora por videoconferência, uma ferramenta que se tornou amplamente usada por médicos no Brasil após a crise de saúde pública. Um estudo publicado pela revista científica,  The Lancet, revelou que casos de ansiedade e estresse mais do que dobraram, enquanto os de depressão tiveram aumento de 90%.

Faz alguns anos que a telemedicina vem ganhando terreno, mas, neste período de pandemia de Covid-19, virou uma ferramenta eficaz na proteção não só dos pacientes, mas também dos médicos.

“A telemedicina conecta os pacientes e profissionais por meio de um  bate-papo por vídeo no computador ou telefone celular de um paciente, permitindo atendimento àqueles que não têm meios ou tempo para fazer uma visita ao consultório médico.”

“Hoje recebo muitos pacientes via telemedicina de vários estados do Brasil que estão sofrendo na quarentena com insônia , ansiedade ou depressão”, relatou Dr. Luan Diego, ele afirma que devido a tecnologia muitas receitas, mesmo algumas controladas, já podem ser enviadas via aplicativo de celular e comprada nas principais capitais do Brasil. 

Segundo o Dr. Luan Diego, a teleconsulta permite, entre outras coisas, avaliação inicial do paciente,  monitoramento e implementação de tratamentos, dependendo da especialidade.. “Para algumas, como a psiquiatria, em que o objeto de avaliação é a fala e observação do comportamento do paciente, é mais fácil. Cada especialidade tem suas limitações, mas os médicos se adaptam para atender remotamente”, pondera.

Em meados de março, o Ministério da Saúde aprovou uma política temporária devido à atual crise de saúde pública de que os médicos poderiam utilizar a telemedicina bem como receitas digitais com certificação digital. 

“O padrão de atendimento aplicável ao médico é o mesmo, seja o paciente visto pessoalmente ou por telemedicina”, diz a política do Conselho Federal de Medicina. 

Alguns médicos que hesitaram ou até se opuseram a usar o serviço no início do surto foram forçados a mudar sua perspectiva e se adaptar, atualizando suas práticas e a maneira como veem seus pacientes.

“Vimos um aumento dramático no uso da telemedicina, principalmente por situações de ansiedade, depressão e insônia”, disse o Dr. Luan. “Acho que é uma grande mudança”.

No entanto, como qualquer tecnologia, existem problemas, disse o médico, observando que, com os pacientes vistos por vídeo, o exame médico é mais desafiador que o presencial. “Sinais físicos no corpo de uma pessoa podem lhe dar uma pista sobre o diagnóstico ou gravidade de uma doença.” pontua. 

Não poder ver seus pacientes pessoalmente, ou abraçá-los, também se mostrou difícil e pode ser um isolamento para alguns. “Costumo dizer agora a meus pacientes que eu os abraço com olhares, sorrisos e palavras, nunca isso foi tão necessário”. 

“O contato humano é uma parte essencial da conexão humana”, disse ele.

“Essa mudança para a medicina tradicional está acontecendo gradualmente”, disse Dr. Luan. “Não temos ideia de como isso vai mudar”.

Ele acrescentou: “O que estamos vendo é essa necessidade de garantir acesso contínuo aos cuidados, pois temos muita incerteza não apenas sobre essa pandemia, mas sobre como procederemos depois dessa pandemia”.

Dr. Luan Diego Marques é professor, palestrante e médico psiquiatra em Brasília 

 

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