São Paulo, SP 25/11/2021 – O resultado do laser de baixa potência na herpes labial faz com que o paciente tenha uma melhora visível na aparência no mesmo dia da aplicação

A doença traz sintomas que incomodam pela dor e abalam a autoestima

Coceira, ardência, vermelhidão, bolhas e feridas são as características da herpes labial, uma doença altamente contagiosa, que traz muita dor e mexe com a autoestima. Uma pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontou que 3,7 bilhões de pessoas com menos de 50 anos (67%) apresentam infecção pelo vírus do herpes simples tipo 1 (HSV-1) em todo o mundo. Tem mais: 80% dos portadores do vírus são assintomáticos; e o restante tem infecções recorrentes com lesões vesiculares.

“Ela não tem cura e o vírus desperta quando há queda na imunidade e outros fatores como febre, exposição excessiva ao sol, distúrbios gastrointestinais, trauma mecânico, estresse e até o período menstrual”, conta o cirurgião-dentista Thales Wilson Cardoso, graduado em Odontologia pela UNESP, em São José dos Campos, especialista em Harmonização Facial pela Facoph.

O tempo da doença é em torno de sete dias e o tratamento, até pouco tempo, era à base de medicamentos e pomadas com o objetivo de reduzir a multiplicação do vírus, os sintomas e a duração. Mas pesquisadores descobriram que isso criou vírus mais resistentes, especialmente em pacientes imunocomprometidos.

Um estudo realizado pela USP (Universidade de São Paulo) aponta como promissora a terapia fotodinâmica (TFD) e, após 24 horas, a associação da fotobiomodulação (FBM) com laser de baixa potência. O resultado apresentou melhora na herpes vesicular e a fotoinativação do vírus.

“No procedimento da TFD, a anestesia local é com pomada e medicação injetável, depois a bolha é perfurada para adicionar um corante azul, que demarca a área que o laser será direcionado”, explica o especialista, que é professor convidado em Harvard, diretor clínico da Escola da Nova Odontologia (Enova Odonto) e coordenador da Facial Harmony School. “São realizadas cinco sessões a laser e no final do processo é possível ver a melhora do aspecto da pele lesionada.”

O resultado do laser de baixa potência faz com que o paciente tenha uma melhora visível na aparência no mesmo dia da aplicação. “Esse tratamento diminui ainda o reaparecimento das lesões e melhora os sintomas, como dores”, assegura Thales Wilson Cardoso.

O laser de baixa potência já vem sendo utilizado na medicina para tratar dor e inflamação. “Adaptamos o seu emprego para a odontologia, já que é uma alternativa eficiente, rápida, indolor e traz resultados em pouco tempo”, conclui o especialista.

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