Rio de Janeiro 28/10/2021 – As empresas precisarão alinhar suas expectativas com as de seus colaboradores, participar mais da construção da carreira desses profissionais

Economia brasileira volta a apresentar sinais de crescimento em alguns segmentos e impulsiona empresas a investir em novos talentos e a contratar profissionais com habilidades mais humanizadas para atuar em um ambiente de trabalho harmônico e empático

Um ano e oito meses após o início da pandemia, a economia brasileira volta a apresentar sinais de melhora em alguns setores e a impactar positivamente o mercado de trabalho. De acordo com o IBGE, o primeiro trimestre de 2021 registrou um crescimento de 1,2% comparado aos três meses anteriores.

Embora seja considerado um crescimento pequeno, o melhor desempenho da economia já provoca impacto positivo na produção industrial, no comércio e no setor de serviços do país. Diante desse novo cenário, as empresas estão se reorganizando para adotar estratégias que atendam às demandas exigidas em função do novo modelo de trabalho que ganhou força na pandemia.

Gestores e colaboradores também estão se adaptando à nova realidade do mercado, que consolidou o trabalho remoto como um modelo que veio para ficar. De acordo com Patrícia Dalpra, especialista em Gestão de Imagem e Carreira, a pandemia antecipou um movimento que já vinha ganhando força no mercado de trabalho, principalmente na última década.  

“A transformação digital promoveu uma grande expansão no mercado de trabalho, hoje as fronteiras geográficas não são mais determinantes para o exercício de inúmeras atividades profissionais. Podemos ter colaboradores no Brasil trabalhando para empresas do mundo inteiro de forma remota. O mercado se expandiu e a competitividade, tanto para empresas como para colaboradores, acompanhou essa expansão”.

Patrícia Dalpra ressalta que a pandemia também contribuiu para que as empresas passassem a adotar uma visão mais humanizada. Muitos gestores e colaboradores foram impactados e tiveram sua saúde mental comprometida em consequência da crise sanitária. O resultado dessa mudança é que hoje as corporações estão mais atentas à saúde mental de seus profissionais e criando alternativas para propiciar ambientes mais acolhedores e empáticos. Dentro desse novo conceito, o papel da liderança e de sua representatividade frente a seus times estão sendo revistos.

Nesse momento em que gestores e líderes estão atuando de forma remota, e que enfrentam o desafio de manter suas equipes engajadas, é essencial que todos estejam envolvidos no mesmo propósito para colocar em prática algumas missões, entre elas a de retenção de talentos, uma vez que hoje as oportunidades atravessam fronteiras e atraem profissionais, principalmente no que diz respeito às gerações mais novas.

“As empresas precisarão alinhar suas expectativas com as de seus colaboradores, participar mais da construção da carreira desses profissionais. Em contrapartida, os trabalhadores precisarão entender onde e como poderão fazer a diferença, identificar seus talentos e entender quais habilidades serão importantes para o seu desenvolvimento”, analisa Patrícia.

Para a especialista, as empresas precisarão se tornar mais atraentes para seus colaboradores. Ela aponta a implementação do Job Crafting, um redesenho do próprio trabalho exercido por um profissional, como uma alternativa de grande potencial. A proposta é fazer com que cada colaborador se sinta protagonista de seu trabalho e de suas experiências, além de tornar as atividades profissionais mais produtivas e despertar uma relação mais afetiva em relação à atividade exercida.

Patrícia Dalpra ressalta que, a partir de agora, o líder precisará saber conduzir pessoas e não apenas processos que envolvam o ambiente de trabalho. A especialista argumenta que a tecnologia tornou o viés mais humanizado em um diferencial competitivo e estratégico.

Dessa maneira, os líderes precisam estar mais aptos para enxergar o potencial de seus colaboradores e fazer com que cada um, no lugar certo, desenvolva a atividade que melhor se aplique para fazer a diferença nos resultados da empresa.

“Precisaremos de lideranças mais humanizadas, líderes que tenham uma escuta ativa, que enxerguem cada membro do seu time como uma pessoa que possui qualidades e problemas. Como um ser humano único e não apenas como um número”, alerta.  

Para Patrícia Dalpra, nesse novo mercado, líderes e gestores precisarão dar mais atenção às habilidades emocionais e comportamentais. As habilidades técnicas continuam valorizadas, porém, não serão mais decisivas. Hoje a contratação de um profissional, ou a sua manutenção em uma empresa, não se restringe somente às habilidades técnicas. As habilidades comportamentais ganharam um peso importante.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia avança, os líderes precisarão ter inteligência emocional desenvolvida e estar preparados para lidar com as muitas mudanças que ainda virão, porque, cada vez mais, elas serão inevitáveis.

“Liderança é a arte do relacionamento, um bom líder precisa ter autocontrole, autoconhecimento e saber criar conexões e inspirar seus colaboradores. Exercer a liderança significa ter a capacidade de influenciar positivamente. A habilidade de comunicação é essencial a um líder, que, cada vez mais, precisa ter sensibilidade para saber usar as palavras, além de adotar um tom de voz adequado para a narrativa usada. Um líder precisa ser genuinamente interessado e com poder de construir confiança”, orienta.

Patrícia Dalpra argumenta que dentro desse novo movimento do mercado, é essencial, a todos profissionais que desejem se desenvolver, saber reconhecer seus talentos inatos, identificar suas forças e melhores habilidades para crescer e atingir suas metas de carreira.

 

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