São Paulo, SP 28/10/2021 – A relatoria do livro foi realizada por oftalmologistas reconhecidos por suas experiências na especialidade

Novos conteúdos possibilitam mais segurança no atendimento aos pacientes

A oculoplástica brasileira vem evoluindo constantemente com aumento da diversidade das técnicas, multiplicação do número de praticantes, além da intersecção com outras especialidades médicas como a cirurgia plástica, a otorrinolaringologia, a dermatologia, a neurologia, entre outras.

Em razão da tecnologia e da globalização, que cada vez mais tem atraído o interesse dos residentes em Oftalmologia e de cirurgiões de outras especialidades para se aprofundarem intervenções cirúrgicas nas pálpebras, vias lacrimais e órbita.

Com a pandemia de COVID-19, a procura de pacientes que tiveram complicações após procedimentos estéticos realizados na região dos olhos cresceu 20%, segundo o oftalmologista André Borba, do HC-FMUSP, um dos autores do livro “Oculoplástica e Oncologia Ocular”, lançado na última sexta-feira (22) no Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Natal (RN). Entre os procedimentos que podem causar problemas pós-operatórios estão a blefaroplastia (cirurgia nas pálpebras), preenchimentos com ácido hialurônico, aplicação de Botox, peeling e laser na região periocular.

No livro, produzido em parceria com o médico Roberto Murillo Limongi, da Universidade Federal de Goiás, são 25 seções dedicadas às complicações e resultados insatisfatórios em cirurgias oculoplásticas. Para se ter ideia da relevância do assunto, o “efeito zoom” causado pela pandemia, quando as pessoas passaram a prestar mais atenção à aparência, por causa das reuniões em frente às câmeras, desencadeou um aumento de 40% na procura por procedimentos estéticos. A publicação, da editora Conexão Soluções Corporativas, traz atualização de técnicas e procedimentos nos últimos 24 anos com mais de 130 vídeos inéditos e a colaboração de mais de 300 autores nacionais e internacionais.

O livro “Oculoplástica e Oncologia Ocular” também traz atualizações para os profissionais dessa especialidade. Com isso, pacientes terão acesso as mais modernas técnicas e a diagnósticos mais assertivos, resultado do trabalho dos relatores Roberto Murillo Limongi, da Universidade Federal de Goiás, e André Borba, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Ambos são oftalmologistas especializados em Oculoplástica, também conhecida como Cirurgia Plástica Ocular e que trata de deformidades e anormalidades das pálpebras, do sistema lacrimal e da órbita – cavidade óssea que circunda o globo ocular. Um cirurgião oculoplástico é um oftalmologista com especialização em Cirurgia Plástica dos olhos e estruturas anexas.

Para André Borba, a Oculoplástica está entrando em uma nova era. “A inovação e a tecnologia nos conferem a possibilidade de sermos mais assertivos nos diagnósticos por exames de imagem, nos acessos cirúrgicos com instrumentos de alta precisão capazes de auxiliar na condução de cirurgias minimamente invasivas”, conta.

Segundo Roberto Murillo Limongi, a atualização contribuirá de maneira substancial para o ensino da Oftalmologia brasileira. “O foco principal sempre foi fazermos um livro o mais completo possível, que pudesse ajudar não apenas o residente de Oftalmologia em formação, mas também inspirar cirurgiões oculoplásticos experientes em sua prática diária”, conclui.

O livro lançado pelos relatores traz mais de 130 vídeos inéditos e é resultado da colaboração de mais de 300 autores nacionais e internacionais que promoveram a atualização de técnicas e procedimentos nos últimos 24 anos. A publicação é uma edição comemorativa aos 80 anos do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

O compêndio permite, por conta de suas atualizações e novidades, o aprendizado constante e renovar a segurança dos profissionais para a tomada de decisão e de condutas cada vez mais assertivas, eficientes e com resultados efetivos para cada caso de seus pacientes.

 

 

 

 

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