São Paulo – SP 20/10/2021 – Especialmente para famílias maiores, terapia é uma estratégia de enfrentamento eficaz para lidar com situações traumáticas e promover mudanças positivas

Para 31% dos brasileiros, relação com a família piorou durante a quarentena; segundo especialista, técnicas como a Constelação Familiar podem ajudar a resolver esses conflitos

Na primeira onda da pandemia de Covid-19, governos do Brasil e do mundo estabeleceram medidas de quarentena e isolamento social que levaram as famílias ao confinamento. Como resultado, 31% dos brasileiros revelaram que a relação familiar piorou desde o início da crise sanitária. Foi o que demonstrou a Pesquisa PoderData, realizada e divulgada no primeiro semestre de 2021.

Na visão do treinador comportamental Marcos Mazullo, do Instituto Consciência e Prosperidade, as medidas foram cruciais para conter a pandemia e proteger o sistema de saúde de uma sobrecarga. No entanto, os critérios afetaram a qualidade de vida das pessoas, geraram conflitos e causaram preocupações para o bem-estar psicológico das famílias.

“Agora, esses conflitos devem ser resolvidos. Especialmente para famílias maiores, terapia é uma estratégia de enfrentamento eficaz para lidar com situações traumáticas e promover mudanças positivas em situações estressantes, como a que estamos vivendo”, afirma.

Neste sentido, segundo Mazullo, técnicas como a Constelação Familiar são ferramentas que podem ajudar a resolver conflitos cuja raiz se concentra na própria relação entre os membros de um grupo parental.

Constelação Familiar: o que é e como pode ajudar no contexto de pandemia?

Método baseado em elementos da terapia familiar sistêmica, a Constelação Familiar foi criada pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, e embora não seja reconhecida como terapia pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia) nem pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), foi incorporada ao rol das Pics (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde) do SUS (Sistema Único de Saúde) em 2018.

Mazullo destaca que a técnica pode ser benéfica para aumentar o bem-estar das famílias no período de confinamento. “Tenho visto os emaranhados familiares aflorarem ainda mais durante a pandemia, pois as perdas que aconteceram tendem a produzir identificações com quem se foi e geram um desejo inconsciente negativo. Aliás, muitas pessoas geram doenças para cumprir esse objetivo, adoecendo psicológica e fisicamente. Ao quebrar esse ciclo, a Constelação pode trazer o equilíbrio de volta, deixando a ordem natural das coisas agirem”, afirma.

O especialista destaca que a Constelação Familiar é uma prática complementar, já que serve de suporte a outras terapias. “Eu gosto do termo integrativo, pois, com outras linhas terapêuticas, conseguimos integrar o que cada uma tem de melhor com a constelação e, assim, criamos um caminho de contato com a energia de cura, favorecendo o cliente”, explica.

Para além de relações imediatas, segundo Mazullo, a Constelação Familiar pode ajudar a resolver questões com os ancestrais.

“Sem perceber, trazemos para um relacionamento a influência de nossa ancestralidade, um sistema que nos foi entregue por nossos pais e que eles, por sua vez, já herdaram dos pais deles. Assim, se há um emaranhado na história de nossos pais ou avós, este acaba influenciando em nossos relacionamentos conjugais e familiares. Com a Constelação, conseguimos tomar consciência e agir para devolver o equilíbrio do sistema”, sustenta.

Mazullo acrescenta que a terapia tem como base trazer esse equilíbrio de volta, utilizando as leis dinâmicas do universo, que são “Pertencimento”, “Hierarquia” e “Equilíbrio”.

“Essas leis foram decodificadas por Hellinger através da observação de núcleos familiares e podem nos dar uma visão importante para o aprofundamento e melhoria das relações familiares, especialmente em contexto de pandemia”, conclui.

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