São Paulo, SP 1/10/2021 – Nós brasileiros, empresas ou pessoas físicas, tínhamos tido pouca preocupação com o nosso planejamento financeiro

A falta de planejamento financeiro dificultou à vida de muitos brasileiros e para duas em dez famílias a pandemia levou até 80% da renda familiar

A falta de planejamento financeiro (pessoal e empresaria) e a pandemia da covid-19 fizeram com que oito em dez famílias de renda média se apertassem para viver com menos, no fim do ano passado, de acordo com o estudo recente do IDados, consultoria especializada em análise de dados. O levantamento mostra que a maior parte perdeu entre 10% e 50% da renda do trabalho. Para duas em dez famílias, a pandemia levou entre 50% e 80% da renda familiar. E um em dez domicílios viu a fonte de renda secar entre 80% e 100%.

A pandemia da covid-19 e o isolamento social geraram muitas mudanças, em pouco tempo, e as consequências econômicas foram diversas, entre elas: pessoas em filas por auxílio emergencial, empresas em busca de crédito para sobreviver e até mesmo crises de ansiedade perante o fator econômico, afirma Elidiane Miguel Figueiredo, graduada em Administração de Empresas e com MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios.

“Esses comportamentos revelaram nitidamente o quanto nós brasileiros, empresas ou pessoas físicas, tínhamos tido pouca preocupação com o nosso planejamento financeiro”, relata a administradora de empresas.

Elidiane menciona que alguns cidadãos diante da crise ainda conseguiram, a contragosto, resgatar investimentos que possuíam, por terem anteriormente poupado e investido mensalmente, tiveram de onde tirar no momento difícil um suprimento para a família. E ela diz que muitos deles após o resgate continuaram a fazer novos depósitos mensais com medo do futuro, mas que isso não é a realidade para muitos.

De acordo com a pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgado no site do G1, o percentual da população brasileira pertencente à chamada classe média tradicional caiu de 51% em 2020 para 47% em 2021 – mesmo ‘tamanho’ da classe baixa. A maior marca, segundo a Locomotiva, foi registrada em 2011, quando a classe média era 54% da população brasileira. O estudo considera como classe média famílias com renda mensal per capita (por pessoa) entre R$ 667,87 e R$ 3.755,76.

Conforme a especialista, para conseguir administrar as finanças e fazer uma boa gestão financeira não é necessário esperar ter uma alta renda ou grandes lucros, é preciso começar poupando e fazendo disso um compromisso.

“Não veja o mercado mudar para então se preparar, estude, se antecipe, inove seu modelo de negócio. Com a experiência que tenho nas áreas de finanças, bancária comercial e de negócios, alerto a você que sempre lembre de que nunca é tarde para aprender, mas o aprendizado deve gerar atitude para ser eficiente, porque só então terá sido válido”, conclui Elidiane Figueiredo.

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