São Paulo – SP 19/11/2021 – O planejamento financeiro, seja ele pessoal ou profissional, é uma maneira para sair do ‘ponto A’ para o ‘ponto B’, estabelecendo ganhos e gastos

Projetos de lei e novas regulamentações sobre acesso a crédito para profissionais liberais e pequenas empresas impulsionam retomada da economia; especialista comenta sobre necessidade de planejamento financeiro para melhor utilização dos empréstimos

O acesso às melhores linhas de crédito para o desenvolvimento de um negócio é algo que une micro, pequenos e médios empreendedores das mais distintas áreas do mercado. A eclosão da pandemia de Covid-19 no primeiro semestre de 2020 fez com que esta busca se tornasse ainda mais premente, uma vez que a deterioração da economia ampliou o número de brasileiros dispostos a abrir o próprio empreendimento. 

Dados do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) indicam que, em 2020, foram abertas 626.883 micro e pequenas empresas em todo o país. Naturalmente, para que muitos destes negócios pudessem sair do papel, o caminho foi o acesso às linhas de crédito. Nesse sentido, projetos de lei foram desenvolvidos para que esse acesso pudesse ser facilitado.

Uma das principais iniciativas realizadas no âmbito do governo federal foi a criação, em maio de 2020, do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). Ele foi desenvolvido de modo a disponibilizar empréstimos para micro e pequenas empresas, com juros mais baixos e prazo maior de pagamento, especialmente para ajudar empresários a enfrentar a crise econômica da pandemia de Covid-19. Após ser renovado três vezes, com a estimativa de que tenha sido concedido mais de R$ 37 bilhões em empréstimos para aproximadamente 517 mil empreendedores, uma lei foi sancionada em junho deste ano, tornando o programa permanente.

No artigo primeiro da lei sancionada consta que o programa deverá funcionar como “política oficial de crédito, de modo a conferir o devido tratamento diferenciado e favorecido às microempresas e às pequenas empresas, com vistas a consolidar os pequenos negócios como agentes de sustentação, de transformação e de desenvolvimento da economia nacional”.

Outra iniciativa, que atualmente tramita na Câmara dos Deputados, é o Projeto de Lei 2064/21, que determina que as instituições financeiras públicas federais criem linhas de crédito para microempresas e empresas de pequeno porte com juro zero, carência e 120 meses para pagamento – as linhas deverão corresponder a pelo menos 5% das operações mensais de crédito do banco.

Além disso, no início de novembro, o Senado aprovou o PLV (Projeto de Lei de Conversão) da MP (Medida Provisória) 1.057/2021, criando o PEC (Programa de Estímulo ao Crédito), pelo qual os bancos fazem empréstimos em troca de créditos presumidos a serem usados na diminuição de tributos – o texto ainda deverá tramitar na Câmara dos Deputados.

Crédito e planejamento financeiro

Enquanto vigorou o estado de calamidade pública no Brasil, de 18 de março a 31 de dezembro de 2020, algumas linhas de crédito especiais foram concedidas a profissionais liberais que atuam como pessoa física, como, por exemplo, cirurgiões-dentistas. 

Para Lucas Romi, sócio e vice-presidente de expansão, implementação e novos negócios da Odontoclinic, a medida ajudou muitos profissionais da área a se estabelecerem e se firmarem no mercado de trabalho. Somente com um bom planejamento financeiro, porém, acredita o executivo, tal verba empenhada pode ter serventia para a prosperidade de um negócio.

“O planejamento financeiro, seja ele pessoal ou profissional, é uma maneira para sair do ‘ponto A’ para o ‘ponto B’, estabelecendo ganhos e gastos. Somente depois disso, podemos descrever metas e ações”, afirma Romi. 

A análise do histórico de receita, a listagem de despesas fixas e variáveis, a análise do fluxo de caixa, a definição do ponto de equilíbrio e o comparativo com a realidade, “já que, muitas vezes, o que foi projetado acaba não acontecendo verdadeiramente”, para o empresário, são os caminhos a serem seguidos no segundo momento.

Em um cenário de fragilidade econômica como o atual momento histórico do Brasil, a busca de recursos financeiros para empresas teve alta de 16,1% em setembro deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2020, segundo dados do Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian.

O sócio da Odontoclinic ressalta que as linhas de crédito mais comuns utilizadas por dentistas são a conta garantida (espécie de conta paralela à conta corrente da empresa que funciona como a alternativa para que a companhia possa impulsionar o capital de giro), o empréstimo com garantia de bens e o cartão BNDES. 

Além dos bancos públicos e privados que podem oferecer linhas de crédito, há, também, segundo o estudo Radar FintechLab, 114 fintechs de crédito no Brasil.

Para saber mais, basta acessar: https://www.franquiaodontoclinic.com.br/

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