Porto Alegre, RS 3/8/2021 –

O empreendedorismo feminino no Brasil, ainda que ameno, tem fomentado muitas transformações no mercado de trabalho.

O empreendedorismo feminino contribui, cada dia mais, para o empoderamento da mulher no mercado de trabalho, inspirando e colocando o Brasil em evidência no cenário empreendedor mundial.

Mesmo com o advento da pandemia, as mulheres continuam empreendendo e buscando diversificação em suas carreiras, conforme aponta estudo conduzido pela Allbright, onde 25% delas almejam serem donas de empresas.

Empreendedorismo feminino

Comemorado no dia 19 de novembro, o Dia do Empreendedorismo Feminino foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014, durante a Semana Global de Empreendedorismo, celebrada em mais de 150 países.

Mas de fato, o que é o Empreendedorismo Feminino? É a iniciativa por novos negócios onde a liderança é feita por mulheres. Segundo o Sebrae, “Ser empreendedor significa ser um realizador, que produz novas ideias através da congruência entre criatividade e imaginação.”

Quando se trata de empreendedorismo feminino, essa definição pode ficar muito aquém das expectativas, visto que a presença feminina neste mercado ainda representa uma quebra de paradigmas.

A criação desta data também tem a intenção de promover a ampliação em relação aos direitos humanos das mulheres, além de buscar a diminuição da desigualdade de gêneros em várias áreas, tais como:

• Liderança e participação política das mulheres
• Empoderamento econômico
• Fim da violência contra mulheres e meninas
• Paz e segurança e emergências humanitárias
• Governança e planejamento
• Normas globais e regionais.

Mas mesmo com tantos movimentos a favor da participação da mulher no mercado de trabalho, elas ainda são minoria em cargos de liderança. Atualmente, das 500 maiores empresas do Brasil, apenas 13% possuem mulheres em cargo de CEO, segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Insper.

Outro dado relevante, divulgado em 2019 pelo Sebrae em parceria com Global Entrepreneurship Monitor, é sobre o número de mulheres empreendedoras, que somavam 24 milhões em comparação com os 28 milhões de homens empreendedores.

Empreendedoras que inspiram

No Brasil, é possível citar nomes de mulheres que realmente revolucionaram, não apenas o empreendedorismo, mas o mercado como um todo. Luiza Helena Trajano que, aos 12 anos, foi trabalhar na loja de seus tios e em 1991 assumiu como gestora naquela que se tornaria uma das maiores empresas do varejo brasileiro.

Camila Farani é outro exemplo de mulher empreendedora. Aos 21 anos começou a revolucionar o pequeno negócio da família. Com o passar do tempo funda a G2 Capital e torna-se um dos tubarões do programa de TV Shark Tank.

Outro exemplo de empreendedora feminina é Nathalia Arcuri, também conhecida pelo seu canal Me poupe! no YouTube. Nathalia, que era jornalista de emissoras de TV, deu vida ao Me poupe! em 2016 em um canal de rádio.

De lá para cá, o crescimento de seu programa foi estrondoso e Nathalia foi reconhecida no ranking QualiBest como uma das maiores digital influencers do Brasil, além de ter recebido convite para participar do Fórum Econômico Mundial de Davos em 2020.

Assim como elas, muitas outras mulheres empreendedoras ajudam a compor os dados estatísticos do Sebrae e também servem de inspiração. Um destes exemplos é Renildes Snak, sócia-proprietária da Nethomes, o primeiro marketplace imobiliário do Brasil.

Renildes explica que a Nethomes propõe uma mudança no modelo de compra e venda de imóveis por meio de indicações, o que contribui para a inclusão da mulher neste mercado. Além disso, a rede de afiliados é remunerada, ao contrário da corretagem tradicional, o que proporcionou o apelido de Uber do mercado imobiliário.

“Empreender está no meu DNA, na minha família, sempre foi muito presente na minha vida, então foi algo muito natural. E empreender em uma área de tecnologia no mercado imobiliário foi uma questão de vislumbrar oportunidade em um mercado que está em expansão e que ainda é majoritariamente masculino”, afirma Renildes.

Para a CEO da Nethomes, a maior dificuldade está, justamente, no baixo número de mulheres empreendedoras nas startups, principalmente dentro das proptechs, o que dificulta a troca de experiências desse olhar feminino sobre os negócios em si.

Essas dificuldades são corroboradas por dados divulgados na Rede Mulher Empreendedora (RME), que revela que o meio corporativo ainda é bastante preconceituoso em relação à presença feminina em cargos de chefia e liderança.

Entretanto, apesar dos obstáculos e adversidades, percebe-se que o movimento do empreendedorismo feminino é crescente e que tem recebido, cada vez mais, apoio para a diminuição das desigualdades e para o aumento da diversidade.

Para mais informações: https://www.nethomes.com.br/

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