São Paulo 19/7/2021 – Estabelecer a aprendizagem como algo constante ajuda a criar leques de habilidades técnicas e comportamentais abrangentes.

À medida que o mundo dos negócios se modifica, entra em contato com novos recursos e remodela suas exigências, os colaboradores se deparam com novos requisitos para não apenas ingressar, como também para conseguir se manter no mercado de trabalho. E dois grandes aliados nessa jornada de preparação e adaptação de pessoal para o momento futuro são os processos de reskilling e upskilling.

Conforme as tecnologias avançam, a transformação digital se instala e as mudanças surgem no cenário, realizar o desenvolvimento e o aprimoramento das habilidades de forma constante tornou-se cada vez mais importante para os profissionais e para as organizações. De acordo com um estudo realizado pelo World Economic Forum, estima-se que cerca de 85 milhões de empregos podem desaparecer até 2025, principalmente por conta da mecanização de funções, enquanto 97 milhões de novos cargos podem surgir a partir de seus desdobramentos e das demandas futuras.

Outro dado trazido pela pesquisa que demonstra a velocidade das mudanças é a constatação de que 42% das principais competências e habilidades requeridas pelos cargos irão mudar até 2022. O levantamento deste tipo de informação torna flagrante a importância de incentivar o processo de aprendizagem contínua dos colaboradores e, assim, aumentar a sua adaptabilidade. Afinal, os dados mostram que a questão não é mais se as organizações e os colaboradores terão que lidar com novos desafios e sair da zona de conforto e, sim, quando isso irá acontecer.

À medida que o mundo dos negócios se modifica, entra em contato com novos recursos e remodela suas exigências, os colaboradores se deparam com novos requisitos para não apenas ingressar, como também para conseguir se manter no mercado de trabalho. E dois grandes aliados nessa jornada de preparação e adaptação de pessoal para o momento futuro são os processos de reskilling e upskilling.

O upskilling está relacionado ao aprimoramento de habilidades, ou seja, refere-se ao desenvolvimento em um campo já dominado pelo profissional visando a aumentar sua capacidade e competência. É o caso de um arquiteto que aprende a usar novos programas e ferramentas que o ajudem a aprimorar o seu desenho técnico, por exemplo.

O reskilling, por outro lado, equivale a um tipo de “requalificação”. A proposta aqui é que os profissionais aprendam habilidades novas, que possibilitem uma versatilidade maior, já que, muitas vezes, estas são competências diferentes das exigidas originalmente pelo cargo. Isso permite que a empresa consiga alocar esses colaboradores para exercerem funções distintas.

Uma boa analogia para entender as vantagens trazidas pelo reskilling é imaginar o colaborador como um jogador de futebol. Para os técnicos, contar com atletas que assumam diferentes posições é vantajoso, já que isso permite criar novos esquemas táticos e adaptar os times às necessidades de cada partida. Para um gestor, a situação não é diferente: colaboradores versáteis podem agir em diferentes setores, o que ajuda a empresa a se adaptar às demandas e evita gastos com novas contratações, por exemplo.

Em um cenário marcado pela automação, ter o cuidado de estar sempre atualizado evita a defasagem e pode ser a diferença entre conseguir manter uma empresa em atividade ou não. Percebe-se que, cada vez mais, os profissionais que desejam se preparar para o futuro precisam trilhar um caminho de constante aprendizado, evolução e desenvolvimento.

Criatividade, inteligência emocional e interpessoal, pensamento crítico, coordenação, domínio de ferramentas tecnológicas, comunicação , empatia, e capacidade para tomar decisões certeiras são alguns exemplos de competências que tendem a ser cada vez mais exigidas pelo mercado. Para adquiri-las, é fundamental criar hábitos capazes de contribuir para o processo de aprendizado contínuo, que não deve ficar restrito ao incentivo das empresas – é importante que haja, também, autonomia do próprio colaborador para se autodesenvolver.

Em um estudo feito pela McKinsey Global Institute, constatou-se que as habilidades cognitivas, sociais, emocionais e tecnológicas serão altamente requisitadas no mercado de trabalho até o ano de 2030. E o profissional que vem, desde então, buscando o crescimento constante e procurando se aprimorar tem a possibilidade de chegar lá pronto para lidar com tais mudanças. Ao se preparar para o momento, ele agrega valor a si mesmo, à sua equipe e à empresa da qual faz parte. Para concretizar essa meta, o upskilling é essencial.

Estabelecer a aprendizagem como algo constante ajuda a criar leques de habilidades técnicas e comportamentais abrangentes, que podem, inclusive, servir em outras áreas de atuação. Isso significa que, se o cargo ocupado for um daqueles que podem ser automatizados ou acabar desaparecendo no mercado futuro, o processo de realocação será mais fácil e natural, já que, ao aderir a essa mentalidade, a prática do reskilling torna-se constante.

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