Arapongas, Paraná 1/7/2021 – Após inúmeros experimentos, conseguimos aprimorar uma tecnologia já existente há mais de 40 anos e viabilizar uma redução expressiva nos custos de produção.

De acordo com o pesquisador Célio Souza Maravilha, da startup Brsafra, os estudos apontaram um aumento de até 18,4% de produção em áreas nas quais o fertilizante foi utilizado.

Nos últimos anos o Brasil que já é conhecido como “o celeiro do mundo” vem despontando na corrida tecnológica da agricultura, com altos investimentos públicos e privados no mercado, houve também um aumento de cerca de 5,7% na produção nacional de grãos entre 2019 e 2020, os dados são do portal Notícias Agrícolas

O grande desafio é aumentar a produtividade sem que haja prejuízos ao meio ambiente, hoje são plantados aproximadamente 64 milhões de hectares em diversas culturas como; milho, soja, cana-de-açúcar, café, pastagens, entre outras, segundo a Embrapa.

Grandes empresas e entidades do meio agrícola estimam que até 2027 o Brasil aumentará sua produção em torno de 9% (fonte: OECD Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com esses números o país se consolida como o maior produtor mundial de alimentos.

Por outro lado, o consumo nacional de fertilizantes superou a casa dos US$ 9,1 bilhões somente no ano de 2019. Atualmente 75% dos fertilizantes utilizados na agricultura brasileira são importados, (fonte: Fazcomex) com isso os custos na produção sofrem grandes oscilações, o que muitas vezes torna nossos produtos menos competitivos em relação ao cenário mundial.

O Pesquisador Célio Souza Maravilha, de Arapongas – PR, desenvolveu um fertilizante organomineral que possibilita aumentar a produtividade mesmo em períodos longos de estiagem, de acordo com as pesquisas, o produto demonstrou aumento de até 18,4% nos resultados quando comparados com outros fertilizantes disponíveis no mercado.

Composto por matérias orgânicas, biológicas, nitrogênio, fósforo e potássio, o produto também recebe em sua formulação um polímero especial à base de potássio que possui elevada capacidade de retenção e posterior liberação gradativa de água, os estudos indicaram que na camada onde o fertilizante fica alojado no subsolo, a planta encontra além de água, todos os macros e micronutrientes essenciais e em proporções ideais para potencializar seu crescimento.

“Após inúmeros experimentos, conseguimos aprimorar uma tecnologia já existente há mais de 40 anos e viabilizar uma redução expressiva nos custos de produção. Estamos otimistas em relação ao lançamento do fertilizante no mercado nacional e internacional, além disso, nos encontramos em fase avançada de pesquisas de um novo produto, chamamos de argila sintética, justamente pelo fato deste produto reproduzir a presença da argila no solo, com isso, tornaremos possível o plantio de inúmeras cultivares mesmo em solos extremamente áridos que ainda são considerados improdutivos!”

Recentemente noticiários dos Emirados Árabes (fonte: Canal Rural) relataram o desenvolvimento em seu país, de um fertilizante que ambiciona viabilizar o cultivo agrícola inclusive no deserto, especialistas afirmam que iniciativas como estas podem dobrar a produção mundial de alimentos.

De acordo com Célio, as conversações com possíveis investidores seguem avançando e a perspectiva é de lançar o fertilizante ainda no segundo semestre de 2021. A corrida agora seria para que, no primeiro trimestre de 2022, o Brasil possa apresentar a argila sintética ao mercado mundial.

Website: https://www.brsafra.com.br

Deixe o seu comentário