São Paulo -SP 4/1/2022 – O Brasil já caminha nesse sentido com a adoção de normas contábeis que vão orientar o mercado financeiro, como a CPC 09 e a Instrução 480.

A crescente demanda global de investidores por fundos ESG é uma realidade irreversível em todo o mundo.

As empresas, mercado financeiro e o ambiente de negócios vão precisar cada vez mais focar nas questões ambientais, sociais e de governança corporativa.”As pessoas têm cada vez mais se preocupado com o bem-estar de outros indivíduos, com a atuação dos governantes e com o impacto que as empresas causam ao meio ambiente”, ressalta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios (www.revistaecotour.news).

A sigla ESG surgiu pela primeira vez em um relatório de 2005, intitulado “Who Cares Wins”, resultado de uma iniciativa liderada pela Organização das Nações Unidas.

Em Nova York, o Governance and Accountability Institute afirma que mais de 80% das empresas que operam na bolsa de valores americana informam publicamente seu desempenho nos padrões ESG.

De acordo com o Pacto Global das Nações Unidas, um relatório disponibilizado pela PwC aponta que, até 2025, 57% dos ativos de fundos mútuos na Europa estarão em fundos que consideram os critérios ESG. Isso representa quase R$ 8,9 trilhões. Além disso, 77% dos investidores institucionais pesquisados pela PwC afirmaram que planejam parar de consumir produtos e serviços que não cumpram os critérios ESG.

“O Brasil já caminha nesse sentido com a adoção de normas contábeis que vão orientar o mercado financeiro, como a CPC 09 e a Instrução 480”, salienta Vininha F. Carvalho.

Contadores e auditores têm nas mãos a responsabilidade de dimensionar o intangível, metrificando esse accountability para trazer mais transparência às mensurações das iniciativas ESG, melhorando a divulgação dos dados socioambientais, de forma mais financeira e quantitativa, paralelamente ao combate às práticas de “greenwashing (maquiagem verde) e socialwashing (marketing disfarçado)”.

O Banco Central também trouxe o ESG para o centro da regulação do setor bancário, por meio de um conjunto de regras relativas a riscos e oportunidades ambientais e climáticas. A partir de 2023, as instituições financeiras serão obrigadas a reportar questões sociais, climáticas e ambientais, embora as principais já o façam há anos.

Uma pesquisa realizada pela OnePoll e pela Navex Global, nos EUA, mostra que diversas companhias têm projetos ou programas voltados ao ESG, principalmente em relação às métricas ambientais, porém, menos de 40% afirmaram o mesmo sobre o cumprimento de metas sociais e de governança.

“As empresas precisam programar suas estratégias incluindo as três letras ESG em seus planejamentos anuais. Agindo assim irão agregar muito mais valor no seu processo de inovação e, consequentemente, mais sucesso no futuro, já que seu portfólio vai estar mais alinhado com os valores da sociedade”, finaliza Vininha F. Carvalho.

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