Rio de Janeiro 4/6/2021 –

Imagens de satélite, cruzamento de dados, estatísticas e inteligência geográfica ajudam a rastrear e orientar ações no combate ao coronavírus. Dessa forma, softwares proporcionam compreensão da situação da pandemia em cada município

Desde o início da pandemia, o Brasil já registrou mais de 400 mil óbitos e somou mais de 15 milhões de infectados. Os dados são disponibilizados pelo consórcio de veículos de imprensa – que realiza este balanço a partir de dados das secretarias estaduais.  

Durante o ano de 2021, o país quebrou alguns recordes negativos. Em apenas quatro meses, o Brasil já havia registrado mais mortes do que em todo ano anterior, ultrapassando a marca de 195 mil óbitos. 

Sendo assim, os meses iniciais se superaram de forma sucessiva: março havia sido o mês mais letal, com 66.886 mortos. Ainda assim, o mês de abril logo assumiu o primeiro lugar. O número total de mortos representou um aumento de 23%, com recorde de 4.211 ocorrências em apenas 24 horas. 

Disseminação da doença no país

Diante da situação de emergência, estratégias para contenção do avanço da COVID-19 foram adotadas. Entre elas, o entendimento da situação da pandemia no país. Mapear os municípios mais afetados ajudou: de acordo com números das Secretarias Estaduais de Saúde, que são atualizados diariamente, São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus apresentaram maior taxa de letalidade em relação ao número de mortos e infectados, ultrapassando a média nacional de 2,41% em 16 de maio. 

Com números em mãos, os governos obtiveram a possibilidade de endurecer medidas, como o fechamento do comércio. Ainda assim, outras ferramentas estão ao alcance e podem ser utilizadas para apoiar os próximos passos. Nesse cenário, a tecnologia se apresenta como aliada. 

Tecnologia no combate à COVID-19

“Imagens de satélite, cruzamento de dados, estatísticas e inteligência geográfica ajudam a rastrear e orientar ações no combate ao coronavírus. Modelos analíticos, Dashboards e imagens de satélite tornam as decisões para as intervenções mais orientadas e inteligentes. Trabalhos como esse não poderiam ter sido feitos há alguns anos, quando as imagens disponibilizadas pelos sensores comerciais eram restritas às médias e baixas resoluções espaciais. Temos também, por exemplo, o uso de drones”, explica Lucas Figueira da Silva, cofundador da Geo Sem Fronteiras. 

Dessa forma, o especialista explica que a geotecnologia colabora com a comunidade científica e as ações de governo de todo o mundo. “Hoje muitos profissionais de saúde nos procuram para entender melhor o funcionamento dos sistemas de informação geográfica. Isso porque, em geral, quase todos os acompanhamentos podem ser feitos com os gráficos, indicadores e mapas”, complementa. 

Por fim, Lucas Figueira explica que a maioria das mídias visualizadas na internet são feitas por intermédio de softwares como Power BI ou ARCGIS. Entretanto, além das duas ferramentas, as técnicas de Sensoriamento Remoto também podem ser úteis na obtenção de informações da superfície terrestre fornecidas por meio de imagens de satélite. 

A Geo Sem Fronteiras é um portal de ensino online, focado em geoprocessamento. Com registro no Crea-RJ, o objetivo do portal de ensino é promover treinamento de alto nível e qualificação profissional aos alunos, integrando metodologia que associe teoria e prática em conformidade com o mercado de trabalho.

Atualmente, o portal oferece cursos que podem desenvolver profissionais que desejam apoiar e mapear a situação da COVID-19 no país. Para saber mais, basta acessar: geosemfronteiras.org

Website: http://geosemfronteiras.org

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