São Paulo, SP 31/8/2021 –

Faturamento do setor de mineração representa 2,5% do PIB brasileiro

Segundo matéria publicada no TI Inside, a digitalização mudou profundamente as estruturas do setor de mineração apontando que empresas mineradoras usam dados para lidar com desafios em áreas como a competitividade, o desenvolvimento sustentável, a coesão entre processos, a continuidade operacional e a gestão de capital humano especializado. Para Gustavo Hilsenrad, gerente de vendas empresariais da Vertiv para a região SSA, trata-se de um avanço muito importante para um setor que faturou, no Brasil, em 2020, 209 bilhões de reais, o que representa uma participação de 2,5% do PIB (dados do Ministério de Minas e Energia).

Hilsenrad explica que esse é um segmento fortemente exportador, que disputa mercados com gigantes globais e vê a tecnologia digital como um elemento essencial para o crescimento dos negócios. Algumas das aplicações mais adotadas dizem respeito à Indústria 4.0, BigData, Business Intelligence, Inteligência Artificial e IoT. “De acordo com o estudo “Impacto de las Nuevas Tecnologías en las Habilidades Requeridas en la Industria Minera” (Impacto das Novas Tecnologias nas Competências Requeridas na Indústria de Mineração), de 2018, realizado pelo Conselho Mineral e Fundação do Chile, essa indústria tem operado usando um modelo misto que inclui tanto controle remoto como automatização”, ressalta o executivo avisando, ainda, que o estudo também mostra que o setor é caracterizado pela tomada de decisões com base em dados e a coleta de informações detalhadas, a serem processadas nos data centers. “Em 2050, o setor de mineração deve alcançar um nível de otimização que lhe permitirá a maximização do seu potencial tecnológico ao longo da cadeia de valor e de todas as operações”, disse o Gustavo.

O executivo conta que outro ponto de destaque é que na medida em que os processos industriais se tornam mais complexos, eles precisam estar disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. “Tudo se inicia em um data center corporativo (TI) que pode estar a diversos quilômetros de distância e culmina com a convergência de vários processos de Tecnologia Operacional (TO), onde o trabalho é realizado. Espera-se que a tecnologia dos data centers contribua para um setor mineral mais limpo e mais competitivo ao proporcionar o desenvolvimento sustentável, riscos reduzidos, economia de custos e otimização de recursos (eletricidade e combustível)”. Perspectiva é compartilhada pelo estudo Big Data in Mining (Big Data na Mineração), de 2020, realizado pela Escola de Ciências, Física e Matemática da Universidade do Chile, o qual destaca a importância dos equipamentos interconectados como um fator fundamental no desenvolvimento e na transformação do processamento mineral.

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