Porto Seguro 21/1/2021 – Queremos o algo a mais que a Bahia pode propiciar para além de incentivo fiscal

Na última terça-feira (19), em Brasília, o representante esteve nas embaixadas da Índia, Coreia do Sul e do Japão para destacar a presença do parque automobilístico disponível, a força de trabalho com expertise no setor e a garantia de o Estado contribuir para que uma nova indústria se instale na Bahia.

O Portal Operação Porto Seguro teve acesso a informações do Governo do Estado da Bahia de que o governador, Rui Costa, realizou uma agenda propositiva diante dos impactos que o fechamento da montadora Ford impôs ao estado. Na última terça-feira (19), em Brasília, o representante esteve nas embaixadas da Índia, Coreia do Sul e do Japão para destacar a presença do parque automobilístico disponível, a força de trabalho com expertise no setor e a garantia de o Estado contribuir para que uma nova indústria se instale na Bahia.
Com o embaixador da Índia, Suresh K. Reddy, ele iniciou a corrida por novas negociações, que abarquem tanto o setor automotivo quanto outros setores potenciais. A Índia possui uma indústria automobilística de crescimento exponencial, com destaque para a empresa Tata Motors, hoje dona da Jaguar e Land Rover, e para a Mahindra, que já possui atividade no Brasil, em Porto Alegre.
Japão
A conversa com o embaixador do governo do Japão, Akira Yamada, seguiu o mesmo viés. A indústria automotiva do país é composta por grandes empresas, a exemplo da Nissan, Toyota e Honda.
Um dos integrantes da comitiva de Rui Costa, o presidente da Fieb, Antônio Alban, destacou o algo a mais que a Bahia pode propiciar para além de incentivo fiscal. A capacidade de formação de mão de obra, o centro de tecnologia, que está entre os maiores do Brasil. “Queremos propiciar junto à manufatura a tecnologia embarcada”, pontuou Alban ao Portal do Governo do Estado. 
A relação comercial também esteve sob a mesa de negociação com o embaixador da Coreia do Sul, Kim Chan-Woo, que ficou impressionado com a estrutura do Senai/Cimatec. O representante sul coreano assegurou difundir as informações com o setor industrial de seu país. Ele citou o exemplo da Hyundai no Brasil e a necessidade de uma menor burocratização para mais negócios com este país.
A auxiliar de montagem Rose Noronha afirma que não sabe o que fazer após a saída da Ford do estado. “Fico triste e com certeza terei dificuldade de me recolocar no mercado de trabalho”, lamenta.
Floriano Dutra, que há dois anos era prestador de serviço na empresa, alega que a notícia foi triste e espera que nova indústria se instale na região. “Precisamos de mais empregos em Camaçari, pois precisamos sustentar nossas famílias”, frisa.

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