São Paulo, SP 1/4/2021 – A própria busca pelo termo “dor nas costas” cresceu, de acordo com o Google Trends

A mudança nos hábitos diários da população durante a pandemia tem provocado repercussões no corpo e dores de coluna em todas as faixas etárias. O neurocirurgião Dr. Rodolfo Carneiro esclarece os fatores envolvidos e medidas de prevenção e tratamento desse fardo

A lombalgia (dor na região lombar), dorsalgia (dor na região superior das costas) e cervicalgia (dores no pescoço) já são uma das principais queixas nos serviços de saúde e de afastamento do trabalho no mundo todo – a Organização Mundial da Saúde estima que 80% da população mundial irá apresentar alguma destas queixas pelo menos uma vez na vida, porém diversas pesquisas têm demonstrado um aumento dos sintomas.

“O que temos visto desde o início da pandemia é um aumento na proporção de queixas relacionadas às dores nas costas e maior quantidade de casos crônicos no consultório. Certamente, o estilo de vida imposto pelo isolamento social contribuiu para este incremento”, esclarece o neurocirurgião Dr. Rodolfo de Moura Carneiro, especialista no tratamento de doenças da coluna e controle da dor.

A própria busca pelo termo “dor nas costas” cresceu, de acordo com o Google Trends, mostrando que essa tendência é mundial. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizou um questionário entre abril e maio do ano passado com mais de 44 mil pessoas e apontou que 41% delas sentiam dores nas costas. Segundo o IBGE, este número era de 18,5% em 2013. Entre os que já sofriam de dores crônicas, mais de 50% disseram que o desconforto aumentou durante a quarentena.

Dentre as causas estão o aumento do sedentarismo ocasionado pelas limitações às atividades físicas e mudanças na rotina, que determinam maior tempo de trabalho remoto em escritórios muitas vezes improvisados e sem adequações ergonômicas e também maior tempo assistindo à televisão, além do evidente aumento no desânimo e ansiedade da população em geral. “Com menos exercício físico ocorre uma atrofia da musculatura em geral e portanto, a estrutura da coluna fica debilitada, o que leva a dores locais. O paciente tem demorado mais para procurar atendimento e esse atraso na abordagem correta do sintoma pode levar à cronificação da dor, além de outras complicações”, explica o especialista.

Dentre as medidas orientadas para prevenir estas queixas estão: praticar regularmente atividade física, mesmo em casa com o peso do próprio corpo, manter uma postura adequada na frente do computador e televisão – com suporte para a coluna, tela na altura dos olhos, pés apoiados no chão e o cotovelo e os joelhos numa postura fletida de aproximadamente 90º – além de evitar sobrecarga de
peso e postura, ou seja, sempre que estiver sentado por mais de 45 minutos, levantar e alongar por alguns instantes, conforme orienta Dr. Rodolfo Carneiro. Porém, reforça que todo caso deve ser avaliado por um especialista para descartar patologias sérias da coluna e que há medidas para controlar os sintomas graves e refratários, como procedimentos minimamente invasivos para controle da dor.

Na dúvida quanto aos sintomas, consulte um médico de confiança.

Website: https://colunaeneuro.com.br/

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