São Paulo 13/10/2021 –

Os impactos da taxa de juros na concessão de crédito no país e no poder de compra dos consumidores

Na quinta alta consecutiva feita pelo Banco do Brasil neste ano, a taxa básica de juros – a Selic – chegou a 6,25%. Esse montante implica em uma menor concessão de créditos e juros mais altos aos empréstimos concedidos. Contudo, é importante observar que essa alta também impacta na rotina financeira das pessoas e das empresas de outras formas: através da reputação financeira.

Um exemplo prático disso é que, nesses momentos de alta da taxa Selic, os pedidos de crédito no país tendem a reduzir, tendo em vista os juros mais altos, que não se adaptam ao bolso do brasileiro. Assim, as movimentações financeiras (e, consequentemente, o score) tendem a decair. Porém, neste cenário, a inversa é válida: com a Selic mais baixa, o custo para pedir crédito também diminui e mais pessoas acessam mais facilmente o crédito, fomentando a inclusão financeira e a injeção monetária.

“A Selic tem um papel fundamental na economia e afeta bastante a vida das pessoas, especialmente as que estão acostumadas a fazer compras a prazo ou recorrer a modalidades de crédito financiado”, pontua Mellissa Penteado, fundadora e CEO da proScore, o bureau de crédito digital que cujo objetivo é desenvolver soluções completas e customizadas focadas em negócios com qualidade, segurança e agilidade tecnológica, auxiliando na tomada de decisão, seja no viés crédito, cobrança, fraude ou prospecção de clientes; além de sanear e enriquecer bases de dados legadas.

Para este ano, o centro da meta de inflação do país é de 3,75%, com teto estimado para 5,25%. Apesar disso, já está estabelecido que não há possibilidade de esse objetivo ser cumprido: até o fim de 2021, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) deve chegar a 8,35% – o que significa que a Selic deve chegar a 8,25% até o final de 2021, de acordo com dados do último Boletim Focus, a sondagem do BC com agentes do mercado financeiro.

“Quando os empréstimos e financiamentos ficam mais caros, naturalmente o nível de consumo tende a diminuir, já que o custo dos produtos e serviços aumenta consequentemente. Por isso, a tendência é de que uma elevação da Selic cause uma redução do poder de compras, e obviamente na quantidade de transações realizadas. Desta forma, acompanhar os gastos, readequar o fluxo financeiro, objetivando evitar a inadimplência são essenciais para manter um score estável e saudável”, explica Mellissa.

Como posso saber meu score?

Uma das perguntas mais frequentes feitas pelos consumidores quando o assunto é a concessão de crédito por parte dos bancos e financiadoras, é sobre o score e como consultá-lo. A população dispõe de mecanismos gratuitos que ajudam o consumidor a entender sua pontuação e melhorá-la, de acordo com suas movimentações financeiras, como por exemplo o site meuScore, da proScore.

Para melhorar seu score, a fundadora e CEO da proScore, Mellisa Penteado, preparou algumas dicas:

1- Nome limpo, score alto

Caso você tenha pendências financeiras, como nome negativado, seu score será mais baixo. Para aumentar o seu score, renegocie suas dívidas e limpe seu nome;

2- Pagamentos em dia

Não atrase pagamento de faturas de cartões de crédito, de lojas e afins. Um perfil de “bom pagador” é o caminho certo para um score cada vez mais alto;

3- Mantenha os dados sempre atualizados

Como o score está atrelado ao CPF de uma pessoa física, é sempre importante manter os dados pessoais atualizados, para que as empresas encontrem os respectivos clientes com facilidade e precisão;

4- Movimente sua vida financeira

Dê preferência ao pagamento de contas por meio digital. Isso corroborará para que o comportamento e pontualidade de pagamento beneficiem o empregado! “Mas é importante lembrar que não é válido atrasar o pagamento ou pagar parcialmente”, esclarece Mellissa.

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