São Paulo 30/8/2021 –

Com produtos e processos de alta qualidade, avicultores brasileiros estão aptos a atender às exigências dos mais diversos países. Políticas comercias são essenciais para incentivar as exportações

Beneficiadas pelo câmbio e pelos investimentos em qualidade realizados pelos produtores brasileiros, as exportações de ovos apresentaram significativo crescimento no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Superando os volumes anuais de 2017, 2019 e 2020, as vendas realizadas nos primeiros seis meses de 2021 atingiram US$ 8,024 milhões, total 152,9% superior ao alcançado em igual período de 2020, quando somaram US$ 3,173 milhões.

Os dados animadores são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e poderiam ser ainda melhores, segundo empresários do setor, se houvesse mais estímulos direcionados que permitissem levar os produtos brasileiros a diferentes regiões do mundo. “A realização de novas políticas e mais acordos bilaterais facilitariam as negociações e o aceite dos produtos nacionais em todos os continentes. Qualidade e segurança sanitária não faltam”, afirma Gilson Katayama, Diretor Comercial do Grupo Katayama.

De acordo com ABPA, a produção total de ovos superou, em 2020, a marca dos 53,5 bilhões de unidades. No entanto, 0,3% da produção segue para o mercado externo, o que demonstra o grande potencial a ser desenvolvido. Dessas vendas, 64,45% foram de produtos in natura e 35,55%, de industrializados.

Dados da ABPA apontam os Emirados Árabes Unidos como os principais compradores de ovos brasileiros, atualmente, absorvendo mais de 80% das exportações desses itens. No primeiro semestre, as vendas para o país tiveram elevação de 358,4% em relação ao mesmo período de 2020, correspondentes a 3.947 toneladas. Na sequência, vem Omã, com 271 toneladas, e Japão, com 245 toneladas e um crescimento de 81,6%.

O Brasil tem suprido a demanda por ovos de diversos países, com produtos de alta qualidade, atendendo às diretrizes de sanidade, de sustentabilidade e de bem-estar animal, de acordo com as normas internacionais. As indústrias avícolas brasileiras vêm aperfeiçoando suas estruturas para atender às características do mercado internacional. “Investimos muito no controle biológico, em rastreabilidade, na eliminação de antibióticos, em rigorosa biosseguridade e no monitoramento de todas as etapas de produção para garantir a excelência dos produtos e atender aos mais rigorosos padrões internacionais”, destaca Gilson.

Empresários e entidades setoriais têm atuado junto a órgãos públicos e em eventos de relacionamento para ampliar o leque de parceiros comerciais. Em abril, o Ministério da Agricultura firmou acordos com Argentina e Chile para a exportação de ovos in natura, fruto da parceria entre o Projeto Brazilian Egg, da ABPA e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex).

Certificações internacionais, como Halal, que define as condições exigidas por países islâmicos, e a Brand Reputation Through Compliance (BRCGS), padrão global para segurança de alimentos, são conquistas importantes para abrir novos mercados.

Os acordos comerciais colocam o país em condições especiais de tarifas e preferência, eliminam barreiras e abrem portas para a realização de negócios que fazem a economia girar. “Estimular as exportações é estimular, também, o desenvolvimento interno, com geração de emprego e renda, incentivar investimentos e melhorias e elevar a competitividade da indústria brasileira”, afirma Gilson Katayama, que defende as exportações como uma política comercial do Estado e do setor.

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