Tel Aviv, Israel 18/6/2021 –
A cura do diabetes pode estar próxima

Pesquisa israelense revela como a genética influencia na atividade da insulina dentro e fora da célula.

Uma pesquisa realizada em Israel avaliou durante dois anos 373 genes relacionados com o Diabetes, tanto tipo I como tipo II. O objetivo desta pesquisa foi buscar relações entre o mecanismo no qual a insulina e a glicose atuam dentro das células humanas e a genética de cada indivíduo.

Neste estudo foram utilizados resultados de pacientes com pré-diabetes e diabéticos. Estes dados foram comparados com diversas pesquisas científicas por meio de ferramentas de inteligência artificial desenvolvida pela empresa israelense FullDNA.

Juntamente com pesquisas previamente existentes foram encontradas variantes genéticas associadas com a atividade de cada enzima envolvida com a entrada da insulina e da glicose na célula. “Pela primeira vez pudemos compreender como a genética influencia este sistema que funciona como uma cascata. Se o receptor da insulina estiver funcionando de maneira não otimizada e o receptor de glicose estiver funcionando bem, a consequência seria a mesma de caso o receptor de glicose não estivesse, pois um processo depende do outro”, comentou o Prof. Roberto Grobman, um dos pesquisadores responsáveis pela pesquisa.

A insulina produzida pelo pâncreas passa pela corrente sanguínea e então entra nas células através de receptores chamados ENPP1. Em seguida a insulina é levada pelo transportador IRS-1 até o receptor GLUT4. O GLUT4 é por onde entra a glicose (açúcar) na célula. “A insulina funciona como uma chave que abre uma porta, neste caso, do receptor GLUT4, para que a glicose possa através dele entrar. Caso haja algum problema com a entrada desta insulina ou com o transporte dela, a entrada da glicose na célula será comprometida, influenciando, assim, diretamente o aumento do nível de glicose no sangue”, comenta o Prof. Grobman.

A pesquisa revelou ainda que fatores genéticos também estão relacionados com o acúmulo de glicose na entrada do receptor GLUT4 e também à influência dos triglicérides neste processo.

A boa notícia é que os dados obtidos permitiram o entendimento do mecanismo através do ponto de vista genético. “Atualmente uma pessoa sabe se está diabética ou pré-diabética através de um simples exame de sangue, mas não sabe ao certo o que causou este quadro. Através de nosso estudo será possível saber com alta precisão qual o causador da doença. Se a pessoa souber antecipadamente como é o seu funcionamento celular através de sua genética, será possível adotar medidas mais eficientes para prevenir o aparecimento de doenças”, adiciona o Prof. Grobman.

Website: http://www.fulldna.com

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