São Paulo, SP 9/2/2021 –

Vendas devem ser puxadas pelos mercados de construção, transportes e energia eólica

Ainda que seja impossível cravar um percentual de crescimento, 2021 será um ano positivo para o setor brasileiro de compósitos, um tipo de plástico de alta performance. O aquecimento da demanda deve vir principalmente dos mercados de construção civil, transportes, geração de energia eólica e, mais atrás, infraestrutura, esse bem mais dependente de liberação da escassa verba governamental.

É dessa forma que Erika Bernardino Aprá, presidente da Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO), projeta o desempenho da cadeia produtiva de plástico reforçado, outra denominação dos compósitos – no caso, reforçado quase sempre por fibras de vidro, mas também por fibras de carbono, aramida e naturais.

“Assim como a maioria dos setores, vivemos em 2020 uma verdadeira montanha russa”, lembra Erika. Depois de dois primeiros meses excelentes, a pandemia atingiu em cheio as empresas representadas pela ALMACO – mais de 70% recorreram a reduções de jornadas e cerca de 40% a demissões. Até que, a partir de julho, o cenário mudou. “Foi uma recuperação tão forte que surpreendeu até os mais otimistas”.

Uma das maiores evidências dessa subida abrupta das vendas de compósitos pode ser ilustrada pelo giro das piscinas. Presas em casa, as pessoas passaram a investir em opções domésticas de lazer, e as “piscinas de fibra” viraram um sucesso absoluto de vendas. “Nunca se vendeu tanta resina, fibra e gelcoat para a fabricação de piscinas como no segundo semestre de 2020”, atesta a presidente da ALMACO.

No entanto, o crescimento do mercado de compósitos no ano passado, se houve, foi mínimo, pois os meses muito bons acabaram compensando os muito ruins, observa Erika. “Mas a fotografia do segundo semestre deixou uma perspectiva bastante animadora para 2021”.

Para o período vigente, os maiores desafios no radar da ALMACO são, além das óbvias incertezas quanto à pandemia e vacinação, a escassez de matérias-primas e insumos, como embalagens. “Situações como essa podem puxar os preços para cima e dificultar o avanço do nosso setor”, conclui.

Website: http://www.almaco.org.br

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