São Paulo – SP 9/12/2020 – Que a doença é extremamente agressiva com pacientes infartados, a prática vinha nos mostrando, e agora já dispomos de dados que evidenciam isso
A mortalidade de pacientes infartados que também foram contaminados pela covid-19 chega a quintuplicar, segundo artigo do dr. Alexandre Abizaid, cardiologista intervencionista e diretor do Departamento de Cardiologia Intervencionista do InCor (Instituto do Coração).
A mortalidade de pacientes infartados que também foram contaminados pela covid-19 chega a quintuplicar, segundo artigo do dr. Alexandre Abizaid, cardiologista intervencionista e diretor do Departamento de Cardiologia Intervencionista do InCor (Instituto do Coração). O artigo, que foi submetido à avaliação da revista internacional especializada The Heart, foi feito a partir de um estudo realizado com 152 cateterismos, colhidos em 20 centros de pesquisa no Brasil. A análise do perfil anatômico registrado nos filmes foi feita no Laboratório Central do InCor (Instituto do Coração).
Segundo Abizaid, a mortalidade em pacientes infartados “já é por si só elevada: entre 5% e 10% das pessoas com essa doença vão a óbito. Quando o paciente infartado está com a covid-19, essa taxa cresce exponencialmente, para 25% – ou seja: partindo do menor percentual, o risco de morte se multiplica por cinco”.
“O que se viu no estudo foi que, nos casos em que as pessoas que sofreram o infarto estavam também com a covid-19, o comprometimento arterial era muito mais extenso, o que mostrou que o quadro das duas enfermidades combinadas cria uma situação muito mais complexa”, afirma. “O quadro inflamatório se complica com uma carga de coágulos [trombos] maior, o que eleva o número de coronárias comprometidas. Verificou-se também que as artérias ficam mais frequentemente fechadas.”
Efeito indireto
Levantamento feito sobre o número de pacientes em estado grave admitidos em UTI no HCor entre maio de 2019 e maio deste ano mostrou um aumento de 30%. Segundo o dr. Abizaid, essa alta reflete o medo dos pacientes de saírem de casa e correrem o risco de contrair a covid-19.
“Neste caso, o efeito da covid-19 sobre os pacientes é indireto: eles acabam esperando mais até que finalmente procurem ajuda médica em um hospital. Com isso, sua condição se deteriora e quando procuram o médico já é necessário encaminhá-los a uma UTI”, diz. “Que a doença é extremamente agressiva com pacientes infartados, a prática vinha nos mostrando, e agora já dispomos de dados que evidenciam isso.”
Para o cardiologista, por mais que o estágio de desenvolvimento em que vacinas contra a covid-19 se encontram seja positivo, quem tem doenças cardíacas não pode adiar tratamentos, ou esperar até que seja seguro sair de casa.
“É preciso observar todas as medidas de segurança – lavar as mãos em abundância, usar álcool em gel e máscara, respeitar o distanciamento social – e ao mesmo tempo prosseguir com o tratamento cardíaco e a consulta regular com o cardiologista. Se não é seguro se descuidar quanto à covid-19, é no mínimo tão inseguro quanto não tratar o coração com o devido cuidado”, afirma.
Website: http://www.pcicardio.com.br
Em seminário realizado nesta terça-feira (27/09), pelo Instituto Fórum do Futuro em parceria com o…
A humanização das marcas não é necessariamente algo novo, mas essa tendência tem se consolidado…
Estudos conduzidos por um grupo de pesquisadores de referência mundial na área da surdez demonstram…
Problemas como umidade podem comprometer não somente a saúde dos moradores, mas também a valorização…
O colesterol é muito importante na formação das estruturas de todas as células do corpo…
O Passeio das Águas Shopping recebe a exibição imersiva Van Gogh & Impressionistas, próximo à Faculdade Araguaia,…