Área abandonada em Ribeirão das Neves/MG pode receber Parque Ecológico caso veto do prefeito seja derrubado na Câmara

Belo Horizonte/MG 19/5/2020 – Area possui relevante potencial de desenvolvimento urbanístico por ter fácil acesso, localizada às margens da recém-duplicada rodovia MG-806

Após aprovação unânime por vereadores e moradores presentes em audiências públicas realizadas na Câmara de Vereadores de Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de BH, o prefeito da cidade, Junynho Martins (DEM), vetou a emenda nº 021-c/2020, apresentada ao Projeto de Lei Complementar 008/2019, que estabelece o Plano Diretor do município.

A matéria versa sobre a alteração do zoneamento da região da Lajinha, localizada entre os bairros Porto Seguro e o Paraíso das Piabas, no distrito de Justinópolis. A área possui relevante potencial de desenvolvimento urbanístico por ter fácil acesso, localizada às margens da recém-duplicada rodovia MG-806. Além disso, a Copasa iniciou a obra de construção de intercepto de esgoto de Monte Verde na região.

A urbanização da área propõe a alteração do zoneamento de parte da região para que seja desenvolvida de forma sustentável, com empreendimento de baixo impacto ambiental. Em contrapartida, os proprietários comprometem-se a construir um parque ambiental voltado ao ecoturismo na região que contempla a Lajinha.

Os proprietários do terreno já executaram outras ações relevantes de contrapartida e criação de equipamentos urbanos de benefícios comunitários na região nordeste de BH como o Parque Renato Azeredo, Feira dos Produtores, Igreja São Judas Tadeu, Parque da Cidade Nova entre outros.

Moradores da região de Lajinha, que estiveram nas audiências públicas, reclamam que atualmente não há nenhum tipo de fiscalização da prefeitura. “A área está sendo desmatada, virou depósito de lixo, local para despejo de peças e carros roubados. Até corpos já foram encontrados”, relata a moradora da região e ambientalista Fernanda Carla Batista Barbosa, representante do Coletivo Cachorro do Mato, que atua com ações de preservação ambiental há mais de 20 anos.

Em 2014, a área foi invadida e ocupada irregularmente, sendo alvo de ação pelo Ministério Público. A não aprovação da emenda poderá acarretar em nova invasão. A ocupação regular do território vai produzir emprego e renda para os cidadãos e, futuramente, arrecadação para o município, já que os novos imóveis urbanos ou atividades que serão constituídos no terreno vão gerar ISS e/ou IPTU. A construção do Parque Ecológico será outra vantagem à comunidade.

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