No “Ranking Connected Smart Cities 2021”, estudo que aponta as cidades mais conectadas do Brasil, São Paulo ocupa o primeiro lugar, seguido por Florianópolis e Curitiba, respectivamente. O estudo apontou que a cidade de São Paulo está entre as mais conectadas, com nota 37,584, ganhando destaque para o indicador de mobilidade e tecnologia/inovação. A cidade com nota geral mais próxima de São Paulo é Florianópolis, com 37,385.

O ranking é uma iniciativa que, há sete anos, analisa todas as cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes, em 11 eixos temáticos que compõem as verticais de um planejamento municipal. Em 2021, foram analisados 677 municípios, com mais de 50 mil habitantes, quatro a mais do que na edição passada.

O indicador de tecnologia e inovação, que avalia cobertura 4G no município, número de polos tecnológicos, entre outros aspectos, é maior na cidade do Rio de Janeiro, com pontuação de 6,746, e em São Paulo a nota ficou em 5,766. Já no indicador de mobilidade, por exemplo, a cidade de São Paulo obteve a maior pontuação de todas: 4,994.

O conceito de “Smart Cities” é baseado em nove pilares estabelecidos pelo IESE Business School, da Espanha. São eles: capital humano, coesão social, economia, governança, meio ambiente, mobilidade e transporte, planejamento urbano, conexões internacionais e tecnologia.

De acordo com Pedro Curcio Junior, especialista em Smart Cities, em meio a essa demanda por inovação, a expansão das cidades inteligentes acaba sendo impulsionada. “Pensar em soluções tecnológicas que consigam integrar espaços e funcionalidades diversas é o futuro das grandes e pequenas cidades. Quando falamos em inovação, é importante conseguir enxergar além e algumas novidades, já existentes no mercado, são apenas o início de uma transformação geral que está por vir”, destaca o empresário.

O especialista em Smart Cities ainda comenta sobre algumas inovações tecnológicas que vêm sendo estudadas e até mesmo aplicadas em algumas cidades: “Algumas cidades adotam ferramentas que colaboram para a inovação, como por exemplo, o uso de drones, sensores de pedras e encostas, bueiro inteligente, baús tech e etc. Todos eles contribuem para o avanço tecnológico de vários setores, como: mobilidade, sustentabilidade, inovação, entre outros”, complementa. 

Ainda de acordo com o estudo, Belo Horizonte ocupa o primeiro lugar no quesito “saúde”, com nota 4,648 e Balneário Camboriú foi o primeiro colocado no segmento “meio ambiente”. “Esses dois setores também são grandes promessas para o futuro quando falamos em soluções tecnológicas. O ideal é que o avanço aconteça em todos os âmbitos, de forma gradativa, a fim de contribuir para a sociedade como um todo”, destaca o empresário.

Cidades inteligentes: iniciativa de valor ao redor do mundo

Segundo um estudo da Juniper Research, publicado no site Infor Channel, Xangai é a cidade inteligente número um do mundo. O ranking das 50 cidades do mundo é baseado em uma avaliação de muitos aspectos diferentes das cidades inteligentes, abrangendo transporte e infraestrutura, energia e iluminação, gestão e tecnologia da cidade e conectividade urbana. Além disso, a pesquisa descobriu que as iniciativas de cidades inteligentes gerarão quase US$ 70 bilhões em gastos anualmente até 2026, acima de US$ 35 bilhões em 2021.

A expectativa, considerando os dados evidenciados pelo ranking publicado neste ano e também as projeções do estudo da Juniper Research, é de que nos próximos anos a procura por soluções para cidades inteligentes aumente de maneira considerável, devido à expansão da tecnologia e novas demandas dos grandes centros. “No cenário atual, temos São Paulo como a maior Smart City do Brasil, no entanto, até 2030, outras cidades tendem a se desenvolver cada vez mais nesse âmbito, a ponto de as inovações tecnológicas não serem mais uma novidade na rotina da população e sim algo, até mesmo, esperado”, finaliza Curcio Junior.

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