Um dos setores mais atingidos pelos desafios impostos perante a crise sanitária certamente foi o de mobilidade urbana pública. Com um público de quase 190 milhões de passageiros registrados ainda no ano de 2020, a pandemia trouxe uma queda de mais de 50% dos passageiros pagantes transportados, segundo dados da Associação Nacional Brasileira de Empresas de Transporte Urbano. Diante disso, o presidente da Associação declarou: “é urgente uma mudança estrutural”. 

À medida que a flexibilização e o retorno ao presencial acontecia, o público pagante retornava ao uso do transporte público, levantando possibilidades sobre como superar a crise e adaptar-se à nova realidade presente. A minimização de contato com outros passageiros e no próprio pagamento do passaporte foi a mudança mais urgente de todas, visto que o uso do transporte público, mesmo em meio à crise, é essencial para a mobilidade dos brasileiros. 

Os meios adotados para proteger a população do vírus acabaram resultando na redução significativa da quantidade de passageiros, o que, consequentemente, diminuiu o número de pagantes nos transportes públicos. Este fato, somado às fraudes atreladas ao uso indevido da gratuidade, trouxe preocupações que tocavam dois pontos principais: balancear a receita do transporte público e prestar um serviço qualificado que atendesse à necessidade de distanciamento social.

Desde 2015, o sistema de biometria facial é utilizado no transporte público da maioria das capitais brasileiras e desde sua implementação, traz números relevantes no combate à fraude. A título de exemplo, em 2020, a cidade de João Pessoa, diminuiu em 80% os casos de cartões bloqueados por uso irregular após implantação da solução.

Confirmando que a tecnologia pode ser a melhor aliada na recuperação e na adaptação às novidades impostas pela pandemia, Rodrigo Santos, Product Owner da Vsoft, comenta que “o reconhecimento facial, além de atribuir segurança ao transporte público, diminuindo fraudes e assegurando o uso correto da gratuidade, também traz o benefício de ser uma ferramenta biométrica que não necessita de contato físico, segura e recomendada em tempos de crise sanitária”. 

Segundo o especialista, a tecnologia biometria facial é eficaz em momentos atípicos, devido seu elevado grau de seguridade. Portanto, sua continuidade pode ser utilizada em outros momentos, como na volta massiva às atividades presenciais.

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