São Paulo – SP 27/10/2021 –
Em 27 de Outubro, Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes, Colabore com o Futuro e Associação Pró-Falcêmicos informam sobre esta alteração no sangue
A Doença Falciforme (DF) é uma condição genética, hereditária e caracterizada por alterações no sangue, que pode se manifestar de diferentes formas. Quando os sintomas são mais fortes, os pacientes enfrentam situações como crises de dores, que comprometem a qualidade de vida e podem representar riscos graves.
A condição é mais comum em indivíduos negros (pardos e pretos) e os portadores ainda enfrentam dificuldades e preconceitos. Porém, por conta da grande miscigenação na população brasileira, está presente em pessoas de outras etnias. Aqui no país, a maior incidência ocorre no Nordeste, região com grande quantidade de indivíduos afrodescendentes.
De acordo com o Ministério da Saúde, existem no Brasil entre 50 mil e 100 mil pacientes brasileiros diagnosticados com esta doença – também conhecida como anemia falciforme. Oficialmente, são registrados cerca de 3,5 mil novos casos por ano.
#EuSinto
Entidades que lutam pelos direitos destes pacientes lançam a Campanha #EuSinto, com o objetivo chamar a atenção da sociedade e autoridades de saúde para os desafios e preconceito vividos pelas pessoas com Doença Falciforme.
O movimento convida as pessoas simpáticas à causa dos pacientes com DF para postarem suas redes sociais um vídeo fazendo o movimento de tirar a mão dos olhos com a mensagem “eu vejo a doença falciforme e a #EuSinto.
“Nosso objetivo principal é trabalhar as políticas públicas e melhorar o cenário dos tratamentos e qualidade de vida dos pacientes, mesmo com sintomas pouco visíveis”, afirma Carolina Cohen, cofundadora da Colabore com o Futuro, idealizadora da campanha.
“A divulgação de informações sobre sintomas e diagnóstico são fundamentais para garantir a qualidade de vida dos pacientes. Assim, conseguimos proporcionar um melhor atendimento às pessoas que vivem com a doença e aos familiares, que são afetados com todas as complicações e demandas dos pacientes”, ressalta a presidente da Associação Pró-Falcêmicos – Aprofe, Sheila Ventura. “Queremos, também, conscientizar os profissionais de saúde, com dados corretos sobre atendimento, acolhimento, acesso ao tratamento”.
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